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Pré-COP mapeia 423 projetos ativos que contribuirão com ações do clima
Pelo menos 137 iniciativas apresentaram balanço atualizado das ações
Radioagência Nacional - Por Pedro Lacerda
Publicado em 15/10/2025 11:34
Cultura
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A presidência brasileira da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, mapeou um total de 722 iniciativas aprovadas nas edições anteriores, desde a COP21, em Paris, há 10 anos.

Desse total, 423 projetos continuam ativos e vão contribuir com a nova Agenda, que mobiliza ações climáticas voluntárias da sociedade civil, empresas, investidores e governos.

O balanço inédito foi apresentado à imprensa nesta terça-feira, em Brasília, em meio às reuniões da Pré-COP, evento preparatório para a conferência que ocorrerá daqui a menos de um mês, em Belém, no Pará.

Ao menos 137 iniciativas apresentaram balanço atualizado das ações em curso. Segundo o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, um dos principais desafios do evento é o de alinhar compromissos de países desenvolvidos com o dos países em desenvolvimento em relação ao financiamento climático, no cumprimento de metas de redução de emissões e dos impactos socioeconômicos das mudanças climáticas em populações vulneráveis.

“Cada subgrupo tem as suas linhas vermelhas, como eles chamam, que é aquelas coisas que eles não podem, não aceitariam ultrapassar. Mas eu acho que o que houve aqui, e que foi extremamente útil fazer essa pré-COP, é que nós já temos isso agora muito melhor no mapeado, porque eles foram muito claros nos limites do que eles podem ou não podem aceitar no processo negociador."

A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, destacou a importância de se fortalecer laços e estabelecer quais são os pontos que precisam de mais atenção.

“Na parte de clima e natureza vocês puderam perceber que o debate foi para além da questão de florestas, colocamos o oceano no centro do debate e pensando em meios inovadores de financiamento para que natureza e oceano não sejam apenas um discurso e nesse contexto uma cesta de mecanismos de financiamento, como é o caso de troca de dívida por investimento climático.”

A ministra Marina Silva lembrou ainda que durante a Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada no Rio de Janeiro, se falava que era preciso “pensar globalmente e agir localmente”. E, segundo ela, agora isso não é mais possível.  

“Os extremos climáticos já exigem que governos e todos nós tenhamos que agir local e globalmente, tanto em recursos quanto em tecnologia, solidariedade, porque a mudança do clima não tem fronteiras, fenômenos externos, às vezes de chuvas torrenciais, não faz nenhuma diferença em relação às fronteiras do Brasil com o Peru, do Brasil com a Bolívia.”

A Pré-COP não prevê acordos formais ou anúncios de novas metas, mas facilita a construção de entendimentos prévios para as negociações que seguirão na inédita COP da Amazônia.

* Com informações da Agência Brasil

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
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